As tendências de mobiliário e decoração mudam a cada temporada, mas algumas feiras conseguem mostrar, com mais clareza do que outras, quais movimentos realmente têm força para influenciar os projetos nos meses seguintes. A ABIMAD’41 é um desses casos. Considerada uma das principais vitrines de alta decoração da América Latina, a edição de 2026 reuniu o setor em São Paulo e reforçou um conjunto de direções muito significativas para quem trabalha com interiores, arquitetura e curadoria de ambientes. A própria ABIMAD informou que sua 41ª edição ocorreu de 27 a 30 de janeiro de 2026, no São Paulo Expo, com mais de 135 expositores e parceiros.
Ao mesmo tempo, a leitura editorial feita pela CASACOR ajuda a entender o espírito do evento. Segundo a publicação, ao circular pela feira, ficou evidente um movimento em direção a peças mais expressivas, táteis e autorais, sinalizando uma mudança relevante na forma como o morar contemporâneo vem sendo traduzido pelo design.
Isso é importante porque as feiras não mostram apenas produtos. Elas condensam comportamento, linguagem estética, desejos de consumo e repertório criativo. Em outras palavras, funcionam como termômetro do que passa a ganhar força nos projetos residenciais, corporativos e comerciais. Por isso, observar o que aparece na ABIMAD’41 é uma forma estratégica de antecipar escolhas que devem se consolidar ao longo de 2026.
Neste artigo, você vai entender quais tendências de mobiliário e decoração se destacaram na feira, o que elas revelam sobre o design atual e como adaptar essas referências aos projetos de interiores com mais coerência, identidade e permanência.
O que a ABIMAD’41 revela sobre o design em 2026
A ABIMAD’41 mostra que o design de interiores em 2026 caminha para uma combinação muito clara entre presença visual, sensorialidade e acolhimento. Isso significa que os ambientes continuam sofisticados, mas deixam de buscar sofisticação apenas na rigidez formal ou no excesso de neutralidade. Em vez disso, passam a investir mais em textura, volume, materialidade e personalidade.
Além disso, a própria feira reforça sua posição como abertura do calendário do setor. Segundo a ABIMAD, a edição foi pensada para reunir lançamentos, estimular negócios e reafirmar seu protagonismo no universo da alta decoração. Portanto, o que aparece ali não deve ser lido como algo isolado, mas como sinalização concreta de comportamento de mercado.
Ao mesmo tempo, a leitura da CASACOR sugere que o novo design não quer ser apenas bonito ou correto. Ele quer ser percebido. Quer gerar sensação, criar vínculo e deixar marcas mais claras no ambiente. Portanto, 2026 começa com uma direção forte: menos espaços genéricos e mais interiores com assinatura visual.
Peças mais expressivas e autorais

Entre as principais tendências de mobiliário e decoração vistas na ABIMAD’41, uma das mais evidentes é o fortalecimento das peças expressivas. Sofás, mesas, poltronas, aparadores e complementos deixam de ser discretos para assumir papel mais decisivo na composição. Ou seja, o mobiliário passa a funcionar como protagonista.
A CASACOR resume esse movimento justamente como uma busca por peças mais expressivas, táteis e autorais, e essa leitura ajuda muito a entender o que está em jogo. Não se trata apenas de adotar formas diferentes. Trata-se de escolher móveis que tenham linguagem, presença e capacidade de organizar o ambiente visualmente.
Além disso, cresce o interesse por peças que parecem ter intenção de desenho mais clara. Bases marcantes, proporções ousadas, detalhes construtivos aparentes, volumetrias curvas e encontros materiais mais sofisticados aparecem com frequência. Dessa forma, o mobiliário deixa de ser pano de fundo e passa a ser parte central da narrativa do projeto.
Por outro lado, isso não significa excesso. A força dessas peças está justamente em permitir que poucos elementos construam uma composição mais potente. Em outras palavras, o ambiente não precisa de muita informação para ter impacto, desde que a seleção seja bem feita.
Texturas e sensações táteis em alta
Outra direção muito forte na ABIMAD’41 é a valorização das superfícies que convidam ao toque. Essa tendência reforça uma ideia importante: hoje, a decoração não é percebida apenas pelos olhos. Ela também é sentida por meio da textura, da densidade visual e da materialidade dos objetos.
Por isso, tecidos mais encorpados, tramas aparentes, relevos, acabamentos menos lisos e superfícies com aspecto natural ganham protagonismo. Além disso, essa busca por sensorialidade faz o ambiente parecer mais vivo, menos impessoal e mais conectado à experiência cotidiana.
A leitura da CASACOR sobre a feira aponta justamente para essa dimensão tátil do mobiliário e da decoração. Isso mostra que a sofisticação atual não depende apenas de brilho ou acabamento impecável. Em muitos casos, ela aparece na imperfeição controlada, na textura honesta e na sensação de conforto que o objeto transmite.
Ao mesmo tempo, essa tendência ajuda a afastar os interiores de uma estética excessivamente fria. Em vez de superfícies homogêneas e genéricas, os espaços passam a ter mais camadas, mais contraste e mais vida.
Formas orgânicas e naturais no mobiliário
As formas orgânicas seguem como uma das grandes forças do design contemporâneo, e a ABIMAD’41 reforça essa direção. Curvas suaves, geometrias mais fluidas, volumes arredondados e silhuetas menos rígidas aparecem com frequência em móveis e objetos, apontando para um morar mais leve e menos duro visualmente.
Além disso, essa tendência conversa com outras leituras recentes da CASACOR, que vêm destacando a presença crescente de formas naturais no décor como forma de aproximar a casa de referências mais humanas e mais ligadas ao mundo natural.
Na prática, isso se traduz em mesas com tampos orgânicos, poltronas com desenho envolvente, espelhos de contorno assimétrico e peças auxiliares que evitam excessiva linearidade. Portanto, a forma passa a ter papel emocional. Ela não serve apenas à estética, mas também à criação de conforto visual.
Ao mesmo tempo, as curvas ajudam a equilibrar ambientes muito arquitetônicos ou marcados por linhas retas. Dessa forma, o projeto ganha suavidade sem perder sofisticação.
Materiais naturais e composições mais acolhedoras

Entre as tendências de mobiliário e decoração mais consistentes para 2026, a valorização dos materiais naturais aparece com enorme força. Madeira, pedra, fibras, tecidos mais táteis e acabamentos com aparência menos industrializada ajudam a construir ambientes mais acolhedores e mais autênticos.
Essa direção também dialoga com o que a CASACOR vem chamando de estilo brasileiro contemporâneo, no qual madeira, pedra, palha, cerâmica e fibras naturais ajudam a criar interiores com mais verdade, identidade e sensação de pertencimento.
Além disso, a presença desses materiais favorece composições menos rígidas. Em vez de espaços excessivamente calculados, surgem ambientes que parecem mais vivos, mais sensoriais e mais próximos da rotina real. Por isso, o design atual se aproxima menos de uma perfeição fria e mais de uma sofisticação acolhedora.
Ao mesmo tempo, essa tendência não significa abandonar refinamento. Pelo contrário. Quando bem trabalhados, os materiais naturais elevam a qualidade visual do ambiente justamente porque acrescentam profundidade, nuance e permanência.
Sofisticação com menos rigidez
A ABIMAD’41 também deixa claro que a sofisticação contemporânea mudou de linguagem. Durante muito tempo, ambientes elegantes eram associados a certa formalidade visual, marcada por composição controlada, poucos contrastes e estética mais previsível. No entanto, essa lógica vem sendo substituída por outra mais fluida.
Hoje, o luxo visual aparece com mais naturalidade. Ele está na escolha precisa dos materiais, na presença das peças certas, na qualidade da iluminação e na capacidade de criar conforto com identidade. Portanto, o requinte deixa de depender de rigidez e passa a estar mais ligado à coerência da composição.
Além disso, esse movimento favorece projetos mais humanos. Ambientes bonitos continuam sendo valorizados, mas agora precisam parecer também habitáveis, acolhedores e menos distantes. Em outras palavras, cresce o espaço para interiores elegantes que não sacrificam a sensação de bem-estar.
O design autoral como valor crescente
O fortalecimento do design autoral é outro ponto central revelado pela feira. Isso significa que aumenta o interesse por peças que tenham assinatura, intenção e narrativa própria. Em vez de mobiliário genérico ou puramente replicado, os projetos passam a valorizar objetos que pareçam escolhidos com mais repertório e critério.
A CASACOR destaca exatamente esse aspecto ao apontar a força das peças autorais entre os movimentos mais marcantes vistos na ABIMAD’41.
Esse fenômeno tem relação direta com a forma como as pessoas querem morar. Hoje, muitos clientes buscam ambientes que representem melhor seu estilo de vida e sua sensibilidade. Portanto, o mobiliário não entra no projeto apenas para preencher função. Ele também ajuda a comunicar identidade.
Ao mesmo tempo, isso exige mais curadoria. Projetos com design autoral não se constroem pelo acúmulo de peças chamativas, mas pela seleção coerente de elementos que realmente conversem entre si.
Como essas tendências de mobiliário e decoração chegam aos projetos residenciais
As tendências vistas na ABIMAD’41 não ficam restritas à feira. Elas chegam aos projetos residenciais de maneiras muito práticas. Na sala de estar, por exemplo, podem aparecer em um sofá de forma mais orgânica, em uma mesa de centro com presença escultórica ou em uma combinação de materiais mais táteis. Na sala de jantar, podem se traduzir em uma mesa protagonista, cadeiras mais autorais e iluminação com volume e textura.
Além disso, quartos e ambientes íntimos também absorvem essas direções, especialmente por meio de tecidos mais encorpados, cabeceiras com desenho mais envolvente, objetos com materialidade natural e composição mais sensorial.
Essa leitura se conecta diretamente à abordagem do Studio7, que apresenta em seu site uma metodologia centrada na integração entre layout, iluminação, materialidade e marcenaria, algo fundamental para transformar tendência em projeto real com coerência.
Portanto, o ponto não é copiar a feira. O ponto é interpretar os sinais que ela oferece e traduzi-los de acordo com o contexto, a rotina e a identidade de cada cliente.
Como adaptar essas tendências sem cair no exagero
Seguir tendências não significa transformar a casa em vitrine. Pelo contrário. O melhor resultado acontece quando as referências são absorvidas com critério e equilíbrio.
O primeiro cuidado é observar a escala. Uma peça autoral ou expressiva pode elevar muito o ambiente, mas, se estiver fora de proporção, compromete a circulação e a leitura espacial. Além disso, vale escolher quais elementos realmente devem ganhar protagonismo. Quando tudo tenta chamar atenção ao mesmo tempo, o projeto perde hierarquia.
Outro ponto importante é manter coerência material. Se a proposta inclui texturas, fibras, pedra e madeira, por exemplo, esses elementos precisam dialogar entre si. Assim, a composição ganha profundidade sem parecer excessivamente temática.
Em outras palavras, adaptar tendência com inteligência é filtrar. É entender o que faz sentido para aquele projeto e deixar de fora o que seria apenas efeito passageiro.
O que a ABIMAD’41 revela sobre o morar contemporâneo
No fim das contas, a ABIMAD’41 revela algo maior do que tendências pontuais. Ela mostra que o morar contemporâneo está cada vez mais ligado à busca por identidade, sensorialidade e permanência.
As pessoas querem espaços que sejam bonitos, sim, mas também querem ambientes que acolham, expressem e criem vínculo. Por isso, o design passa a valorizar mais a presença dos materiais, a força das formas, a sensação tátil e a personalidade das peças.
Além disso, a feira reforça uma transição importante: saem de cena os interiores excessivamente neutros e genéricos, e entram ambientes com mais intenção, mais curadoria e mais capacidade de contar uma história. Portanto, o novo morar não está baseado em quantidade, mas em escolhas mais fortes e mais conscientes.
Conclusão
As tendências de mobiliário e decoração vistas na ABIMAD’41 mostram que 2026 começa com um design mais autoral, mais tátil e mais acolhedor. Peças expressivas, formas orgânicas, materiais naturais e sofisticação sem rigidez apontam para interiores que desejam ser mais humanos, mais sensoriais e mais conectados à identidade de quem vive neles.
Além disso, a feira confirma que o mobiliário voltou a ter papel central na composição dos ambientes. Em vez de ser apenas suporte funcional, ele passa a organizar a narrativa visual do espaço. E isso abre um caminho muito interessante para projetos mais memoráveis, coerentes e duradouros.
Por isso, acompanhar a ABIMAD’41 não é apenas observar lançamentos. É entender para onde o morar está caminhando e como traduzir essas direções em interiores que façam sentido no presente e continuem relevantes no tempo.
FAQ
O que é a ABIMAD’41?
É a 41ª edição da ABIMAD, feira de alta decoração realizada de 27 a 30 de janeiro de 2026, no São Paulo Expo, com mais de 135 expositores e parceiros.
Quais tendências de mobiliário e decoração apareceram na ABIMAD’41?
Entre os destaques estão peças mais expressivas, táteis e autorais, além de formas orgânicas e materiais naturais.
O que significa mobiliário autoral?
É o mobiliário que carrega uma identidade de desenho mais marcante, com narrativa, assinatura ou intenção estética mais clara.
Como usar tendências de decoração sem sobrecarregar o ambiente?
O ideal é selecionar poucas referências fortes, respeitar a escala do espaço e manter coerência entre materiais, formas e uso.
As tendências da ABIMAD’41 combinam com projetos residenciais?
Sim. Elas podem ser adaptadas a salas, quartos, jantares e espaços integrados, desde que sejam interpretadas de acordo com a rotina e a identidade do morador.




